Imaterial

Escotismo Tianguaense

Histórico:

O município de Tianguá, localizado na região da Serra da Ibiapaba, no Ceará, tem sua origem ligada às antigas terras habitadas pelos povos indígenas Tabajaras. Inicialmente conhecido como Mocozal e, posteriormente, Barrocão, o povoamento começou a se consolidar no século XVIII com a ocupação agrícola e a formação de pequenas propriedades. O crescimento da localidade ocorreu em torno de uma capela dedicada a Sant’Ana. Em 1890, a localidade passou a adotar o nome Tianguá, palavra de origem indígena que pode significar “gancho de agarrar”, e tornou-se município, sendo elevada à categoria de cidade em 1938.

Com mais de 80 mil habitantes, Tianguá destaca-se como a principal cidade da Serra da Ibiapaba. O município preserva uma rica diversidade de manifestações culturais expressas na literatura, reisados, festas juninas, festas religiosas populares de diferentes matizes, prédios históricos, artesanato, drama, dança de São Gonçalo e na gastronomia regional, com destaque para a tradicional iguaria formiga tanajura. Além disso, a riqueza cultural se expressa em formas de viver e educar, como é o caso do Escotismo, reconhecido como patrimônio cultural do município em 2024.

Descrição:

O Movimento Escoteiro surgiu na Inglaterra, em 1907, idealizado por Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, a partir de experiências educativas ligadas à vida em equipe, ao contato com a natureza e à formação moral da juventude. Rapidamente difundido pelo mundo, o Escotismo consolidou-se como uma fraternidade internacional presente em diversos países, reunindo milhões de crianças, adolescentes e jovens em atividades educativas, culturais e comunitárias.

No Brasil, o movimento chegou em 1910, inicialmente por influência de militares e viajantes que conheceram a proposta na Europa, expandindo-se posteriormente por todo o território nacional com a criação da União dos Escoteiros do Brasil. Na cidade de Tianguá, a história do escotismo se vincula a atuação do cinquentenário Grupo de Escoteiros Dom Timóteo, reconhecido por sua relevante contribuição histórica, cultural e social na formação de gerações de jovens, promovendo valores como respeito, cooperação, responsabilidade e compromisso comunitário.

Situação atual:

Além das atividades educativas e de integração social, o Grupo de Escoteiros Dom Timóteo tornou-se referência em Tianguá na promoção da cidadania, da solidariedade e da valorização cultural. Principalmente, com a atuação desse grupo, o escotismo firmou-se no município como importante espaço de educação não formal, voltado à formação humana, à consciência ambiental e à autonomia juvenil. Entretanto, seu reconhecimento como patrimônio cultural ainda requer ações mais efetivas de educação patrimonial e divulgação de sua relevância histórica e cultural para a cidade.

Legislação:

Lei municipal 1731/2024, de 16 de agosto de 2024.

Como chegar: Expresso Guanabara.

Agenda Cultural: Acompanhar o instagram @escoteirosdomtimoteo

Funcionamento: Semanalmente.

Contato: @escoteirosdomtimoteo

Localização: Rua Capitão Joaquim Lourenço, 1429, Centro, Tianguá/Ce.

Acessibilidade: : não se adequa.

Possibilidades de Educação patrimonial:

  • Disciplina/Série Escolar: Educação Física – 3º ao 5º Ano Fundamental.
  • Objeto de Conhecimento: Brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo.
  • Habilidades: Recriar, individual e coletivamente, e experimentar, na escola e fora dela, brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e demais práticas corporais tematizadas na escola, adequando-as aos espaços públicos disponíveis.
  • Tema: As práticas de jogo e brincadeiras no contexto do escotismo em Tianguá.
  • Sugestão de atividades: Promover, inicialmente, um momento de diálogo com os alunos sobre as brincadeiras e os jogos populares presentes em seu cotidiano, valorizando os saberes e experiências compartilhadas pelo grupo. A partir dessas vivências, desenvolver uma reflexão acerca do escotismo como patrimônio cultural de Tianguá, destacando a importância dos jogos e brincadeiras nas práticas escoteiras. Em seguida, planejar e realizar uma visita ao Grupo de Escoteiros Dom Timóteo, possibilitando aos estudantes conhecer e participar das atividades lúdicas desenvolvidas pelo grupo. Ao final, promover um momento de socialização das experiências e impressões dos alunos sobre a vivência e a relevância do escotismo para a cultura local.

Referências:

AZEVEDO, DALILA ARRUDA. A TANAJURA EM TIANGUÁ: O PATRIMÔNIO IMATERIAL COMO POSSIBILIDADE PARA O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL. 2014. 65 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em 2014) – Universidade Estadual do Ceará, , 2014. Disponível em: <http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=91859> 

https://www.escoteiros.org.br/historia

@escoteirosdomtimoteo

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+ Informações

  • Rua Capitão Joaquim Lourenço, 1429, Centro, Tianguá/Ce
  • Semanalmente

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