Imaterial

Tapioca de mandioca

Histórico:

O território do atual município de Itaitinga era originalmente habitado por etnias indígenas como os Pitaguary e os Jenipapos-Canindés. Criado em 1917 como distrito de Cajazeiras, pertencente a Pacatuba, passou por sucessivas mudanças administrativas e de denominação, Pedreiras, em 1938, e Itapó, em 1943. A construção da BR-116, na década de 1930 e a construção dos açudes Gavião e Pacoti/Riachão nas décadas de 1960 e 1970, impulsionaram o desenvolvimento local. Itaitinga foi emancipada politicamente e elevada à categoria de município em 1992.

Com uma cultura rica e diversa, Itaitinga se destaca por suas tradições e manifestações de matrizes ancestrais dos povos indígenas que resistem no território, festejos juninos, festas e celebrações religiosas populares de diferentes matrizes e na gastronomia local, com destaque para a tradicional tapioca de mandioca, reconhecida como patrimônio cultural imaterial municipal, em 2021.

Descrição:

A tapioca, alimento de origem indígena produzido a partir da goma da mandioca, integra a história alimentar do Brasil desde o período colonial, quando os povos indígenas já utilizavam a mandioca na preparação de beijus e outros alimentos tradicionais. Com a colonização portuguesa, a tapioca difundiu-se pelo território brasileiro, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, incorporando ingredientes como o coco e tornando-se símbolo da culinária nordestina e da memória cultural de diferentes comunidades.

Em Itaitinga, a produção artesanal da tapioca representa uma importante tradição cultural, preservada pelas famílias locais, tanto da área urbana quanto rural. Tradicionalmente, a tapioca é preparada a partir da goma extraída da mandioca, que, depois de peneirada, é espalhada sobre uma chapa quente até formar uma massa semelhante a um beiju, geralmente recheada com coco, queijo ou outros ingredientes típicos da culinária regional.

Situação atual:

A tapioca permanece como um alimento tradicional e muito presente no cotidiano da população de Itaitinga, não apenas por seu sabor e valor nutricional, mas, sobretudo, pelo significado cultural. Produzida em residências, casas de farinha e estabelecimentos tradicionais, como tapiocarias, mercados e na Feira da Agricultura Familiar, a tapioca mantém viva uma prática culinária transmitida entre gerações, constituindo-se como uma importante referência da cultura local. Apesar de seu reconhecimento como patrimônio cultural e de sua relevância histórica e simbólica para a população, ainda são limitadas as iniciativas voltadas à sua promoção, valorização e educação patrimonial, fundamentais para a preservação e fortalecimento desse importante patrimônio.

Legislação:

Lei municipal 678/2021, de 04 de fevereiro de 2021.

Como chegar: ônibus da linha 33104 FORTALEZA / ITAITINGA da Crateús Metropolitano

Agenda Cultural: Não se aplica.

Funcionamento: Diariamente.

Contato: Não se aplica.

Localização: Itaitinga /Ce.

Acessibilidade: : Não se aplica.

Possibilidades de Educação patrimonial:

  • Disciplina/Série Escolar: História – 3º Ano Fundamental.
  • Objeto de Conhecimento: Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive.
  • Habilidades: Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutiras razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.
  • Tema: Culinária de Itaitinga como patrimônio cultural.
  • Sugestão de atividades: Promover, junto aos estudantes, momentos de reflexão a partir de suas próprias vivências sobre receitas e práticas alimentares tradicionais, tomando como referência a tapioca e sua relevância cultural em Itaitinga. A atividade propõe que os alunos investiguem a memória culinária de suas famílias, por meio de entrevistas com parentes mais antigos, buscando identificar receitas, histórias e modos de preparo que atravessam gerações. Posteriormente, os estudantes irão organizar as informações em um trabalho, apresentando a receita escolhida, seu contexto cultural e modo de preparo. Para enriquecer a atividade, poderão levar uma amostra do alimento para partilha em sala, favorecendo a troca de experiências e a valorização da cultura e da memória local.

Referências:

https://www.itaitinga.ce.gov.br/omunicipio.php

LISBOA, Patrícia. Turismo cultural e patrimônio sob a perspectiva da gastronomia: o caso da mandioca. Revista de Turismo Contemporâneo, [S. l.], v. 3, n. 1, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/turismocontemporaneo/article/view/6059

https://geplat.com/rtep/index.php/tourism/article/view/124/117

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