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Chalé da Pedra

Histórico:

Numa região inicialmente habitada pelos povos indígenas Canindé e Jenipapo, Quixadá se desenvolveu a partir da expansão da pecuária no século XVIII. Ao longo do século XIX, a chegada da ferrovia, o crescimento da produção algodoeira e a construção do Açude Cedro impulsionaram o desenvolvimento urbano, culminando com a elevação de Quixadá à categoria de cidade em 1889. Quixadá, localizada no Sertão Central do Ceará, é reconhecida mundialmente por seus mais de 50 inselbergs, a paisagem natural dos monólitos é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2004.

Com quase 90 mil habitantes, Quixadá conserva, além da paisagem singular dos monólitos, variadas expressões e tradições culturais ligadas aos reisados, artesanato, festejos juninos, vaquejadas, festas religiosas populares, entre outras. O munícipio também possui importantes locais de memória, como é caso do Chalé da Pedra, reconhecido como patrimônio cultural em 2007.

Descrição:

Na década de 1920, em um dos monólitos inseridos na área central da cidade, um chalé foi construído em estilo Art Nouveau, inspirado em um casarão próximo ao Açude do Cedro. Conhecido como Chalé da Pedra, o imóvel serviu, ao longo do tempo, a diferentes usos: residência de familiares de Delmiro de Queiroz, sede da Loja Maçônica de Quixadá a partir de 1930 e, posteriormente, moradia de funcionários do Banco do Brasil. Entre eles esteve Petrônio Cordeiro Campos, que adquiriu o imóvel e o manteve até seu falecimento. Em 2007, o Chalé foi tombado como patrimônio histórico municipal e passou a abrigar o Memorial Raquel de Queiroz. Em 2010, a edificação passou por obras de restauro e adaptação, transformando seus cômodos em espaços expositivos. A fachada original, marcada por curvas e ornamentações características do estilo, foi preservada. O interior é organizado em três ambientes que compõem o Memorial Raquel de Queiroz.

Situação atual:

A Secretaria de Cultura de Quixadá mantém o Chalé da Pedra em excelente estado de conservação. O espaço tem como missão salvaguardar a memória de Raquel de Queiroz, uma das mais importantes escritoras cearenses. O memorial reúne objetos pessoais, indumentárias, fotografias e outros itens relacionados à autora de O Quinze, além de sediar atividades educativas voltadas ao patrimônio. O Chalé da Pedra constitui, assim, um exemplo expressivo de valorização do patrimônio cultural edificado do município.

Legislação:

Reunião do Conselho Municipal Histórico Cultura e Ambiental de Quixadá/Fevereiro/2007

Como chegar: Empresas que possuem rotas de ônibus para Quixadá: Expresso Guanabara.

Agenda Cultural: Pode acompanhar a programação cultural no intagram @secultquixada

Funcionamento: Terça à sexta-feira das 08h às 21h / Sábado e Domingo das 08h às 13h.

Contato: (88) 99183141.

Localização: Rua Oscar Barbosa, 344, Centro, Quixadá/Ce.

Acessibilidade: : não possui acessibilidade.

Possibilidades de Educação patrimonial:

  • Disciplina/Série Escolar: História – 3º Ano Fundamental.
  • Objeto de Conhecimento: O lugar em que vive. A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.).
  • Habilidades: Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.
  • Tema: A memória urbana Quixadá e seus bens culturais.
  • Sugestão de atividades: Em sala de aula, promover uma reflexão sobre o Chalé da Pedra como patrimônio cultural, abordando sua trajetória histórica e os diferentes usos que o edifício assumiu ao longo do tempo. Em seguida, propor uma pesquisa sobre a história do bairro ou da comunidade onde os alunos vivem, com o objetivo de identificar lugares, práticas, celebrações, saberes e outras referências culturais consideradas importantes pela população local. Posteriormente, organizar a turma em grupos para a apresentação dos resultados, incentivando os estudantes a selecionar e justificar quais dessas referências culturais poderiam ser reconhecidas como patrimônio cultural. Como culminância, promover uma discussão sobre os critérios que orientam os processos de patrimonialização, destacando a importância da participação das comunidades na identificação, valorização e preservação de seus bens culturais.

Referências:

Santos, Lidia Noemia. Connstruindo Quixadá / Lidia Noemia Santos… [et.al] – 1. ed. – Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/ Brasil – Ministério da Cultura/ Ceará – Governo do Estado/ Banco do Nordeste, 2011. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/ce_construindo__quixada_guia.pdf

Silva, Cláudio Antônio Vieira da. Há “pedras” no meu curral: a paisagem dos Monólitos de Quixadá – CE / Cláudio Antônio Vieira da Silva – Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional, 2017. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Claudio%20Ant%C3%B4nio%20Vieira%20da%20Silva.pdf

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+ Informações

  • Rua Oscar Barbosa, 344, Centro, Quixadá/Ce
  • Terça à sexta-feira das 08h às 21h / Sábado e Domingo das 08h às 13h

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