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Igreja de Jesus Maria e José

Histórico:

O município de Tauá, localizado na região dos Sertões dos Inhamuns, território ocupado pelos povos indígenas Jucás e Jenipapos, teve sua origem no século XVIII, com a instalação de fazendas e o surgimento dos primeiros povoamentos. O desenvolvimento inicial ocorreu no vale do rio Trici, onde a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em 1762, contribuiu para a formação do núcleo urbano. Em 1802, a localidade foi elevada à condição de vila com o nome de São João do Príncipe. Em 1898, recebeu a denominação atual, Tauá, palavra de origem indígena associada ao significado de “barro vermelho” ou “cidade antiga”, e em 1929 foi elevada à categoria de cidade.

Com mais de 64 mil habitantes, Tauá destaca-se como a principal cidade da região dos Sertões dos Inhamuns e reúne um conjunto expressivo de manifestações e paisagens culturais. O município abriga sítios paleontológicos e arqueológicos, além de importantes nascentes e afluentes do Rio Jaguaribe. Seu patrimônio cultural inclui igrejas do período colonial, festas religiosas populares, festejos juninos, artesanato, cantorias de violeiros, vaquejadas e cavalgadas, entre outras tradições que expressam a identidade sertaneja. Tauá também preserva um significativo acervo de edificações históricas que revelam a memória e a identidade local, entre as quais se destaca a Igreja Jesus, Maria e José do Distrito de Marrecas, tombado pelo município em 2006.

Descrição:

A devoção à Sagrada Família no distrito de Marrecas remonta ao início do século XVIII, estando diretamente ligada à construção da igreja por volta de 1717, marco inicial da organização religiosa da comunidade. Ao longo de mais de três séculos, essa devoção consolidou-se como elemento central da identidade cultural local. Os festejos anuais, realizados especialmente no mês de abril, atraem grande número de fiéis e visitantes, configurando uma das maiores romarias do estado.

A Igreja de Jesus, Maria e José apresenta arquitetura simples, porém expressiva, com planta retangular, nave única, capela-mor em nível mais elevado e sacristia lateral. Construída em alvenaria com paredes espessas, possui cobertura em telha de barro e estrutura interna com madeira aparente, além de coro com piso original e acesso por escada inclinada. A fachada é sóbria, com frontão triangular, poucos ornamentos e elementos em relevo. O templo situa-se em ponto elevado, acessado por escadaria com cruzeiro central.

Situação atual:

Atualmente, a Igreja encontra-se em bom estado de conservação e continua representando um marco da memória, da cultura e da vida social do distrito de Marrecas. Apesar de seu reconhecimento como patrimônio cultural do município, faz-se necessária a implementação de ações voltadas à promoção e à educação patrimonial no espaço.

Legislação:

Lei municipal 1316 de 20 de abril de 2005 e decreto Municipal 27 de 09 de maio de 2005, a partir do processo n° 009/2006 com protocolo de 06 de março de 2006, Inscrição número 30 do Livro de Tombo Histórico. Tombamento estadual, aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, de 20 de fevereiro de 2005.

Como chegar: Expresso Guanabara

Agenda Cultural: Acompanhar no Instagram @igrejadejesusmariaejose

Funcionamento: Sem informações.

Contato: Instagram @igrejadejesusmariaejose

Localização: Marrecas, Tauá/Ce.

Acessibilidade: Não possui acessibilidade.

Possibilidades de Educação patrimonial:

  • Disciplina/Série Escolar: História– 5º Ano Fundamental.
  • Objeto de Conhecimento: O papel das religiões e da cultura para a formação dos povos antigos.
  • Habilidades: Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.
  • Tema: As heranças religiosas do povo tauaense.
  • Sugestão de atividades: Promover, inicialmente, um momento de diálogo com os alunos sobre as práticas religiosas que conhecem e vivenciam em seu cotidiano. A partir dessas experiências, orientar a formação de grupos para a realização de pesquisas que abordem as influências religiosas presentes em Tauá, destacando as contribuições dos colonizadores, dos povos indígenas e das populações africanas. Ao final, organizar a socialização dos trabalhos, incentivando o debate entre os estudantes, e concluir com uma reflexão coletiva sobre o reconhecimento da Igreja Jesus, Maria e José como patrimônio cultural do município, ressaltando seu valor histórico, social e simbólico para a comunidade.

Referências:

Feitosa, Fátima Lúcia de Andrade. Potencialidades turísticas do sertão de Tauá-região do Inhamuns-Ceará. 2015. 109 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2015) – Universidade Estadual do Ceará, , 2015. Disponível em: <http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88621> 

Moreira, Marilene Sales. Patrimônio Arquitetônico e Histórico da Cidade de Tauá: Algumas Considerações e Análises.. 2021. 58 f. Universidade Estadual do Ceará, Tauá, 2021. Disponível em: <http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=100036>

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  • Marrecas, Tauá/Ce
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