Sítios Arqueológicos
Histórico:
Boa Viagem é um município localizado no centro do estado do Ceará, na região do Sertão Central. Até o século XVIII, seu território era habitado por povos indígenas das etnias Canindés, Quixarás e Jenipapos. Com a expansão portuguesa, houve a penetração de fazendas de gado pelo interior, seguindo os cursos dos rios, processo que marcou a colonização tardia da região.
A origem do município remonta à concessão de uma sesmaria a Antônio Domingos Álvares, em 1743, dando início ao povoado inicialmente chamado Cavalo Morto, posteriormente denominado Boa Viagem. Desmembrado de Quixeramobim, o município foi elevado à categoria de cidade pelo Decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938.
Atualmente, Boa Viagem possui mais de 20 mil habitantes e apresenta rica diversidade cultural, expressa em manifestações como vaquejadas, cavalgadas, festas juninas, reisados e pastoril. Destacam-se ainda os sítios arqueológicos existentes no território, reconhecidos como patrimônio cultural do município em 2022, devido à sua relevância cultural e científica.
Descrição:
Os sítios arqueológicos de Boa Viagem são, em geral, constituídos por grafismos puros, tanto os de pintura quanto os de gravura. Ocorrem preferencialmente por matacões para a realização das pinturas rupestres e adoção de pigmentos em tonalidades variadas de vermelho. Os sítios reúnem vestígios de antigas ocupações humanas, como possíveis áreas de pouso prolongado, aldeamentos, cemitérios e inscrições rupestres. Entre os principais sítios destacam-se a Pedra da Ema, no distrito de Ipiranga; a Pedra do Lajedo, no distrito de Várzea da Ipoeira; a Pedra do Letreiro de Taperinha e o Poço do Letreiro, no distrito de Boa Viagem; a Pedra Encantada, também em Ipiranga; e o Serrote da Onça, no distrito de Boqueirão.
Situação atual:
Apesar de sua importância para a comunidade científica e para a identidade cultural de Boa Viagem, os sítios arqueológicos enfrentam diversas ameaças que comprometem a integridade das gravuras rupestres. Embora essas inscrições sejam bens culturais da União, mesmo quando localizadas em propriedades privadas, ainda não há unidades de conservação instituídas. Soma-se a isso a ausência de controle do fluxo de animais e pessoas, bem como de estruturas adequadas de proteção e promoção do aproveitamento sustentável desse patrimônio cultural, o que favorece danos ao patrimônio, inclusive irreversíveis. Além dos impactos antrópicos, os processos naturais de intemperismo contribuem para o desgaste contínuo das gravuras.
Legislação:
Lei municipal 1474/2022.
Como chegar: Viação Princesa dos Inhamuns
Agenda Cultural: Não se adequa.
Funcionamento: Não se adequa.
Contato: Não se adequa.
Localização: Boa Viagem/CE
Acessibilidade: Não possui acessibilidade.
Possibilidades de Educação patrimonial:
- Disciplina/Série Escolar: Arte – 6º ao 9º Ano Fundamental.
- Objeto de Conhecimento: Artes integradas Contextos e práticas Processos de criação Matrizes estéticas e culturais Patrimônio cultural Arte e tecnologia.
- Habilidades: Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.
- Tema: A arte rupestre dos sítios arqueológicos de Boa Viagem.
- Sugestão de atividades: Em sala de aula, refletir sobre a noção patrimônio cultural, em especial refletindo sobre os sítios arqueológicos e arte rupestre; Planejar e realizar visita a um dos sítios arqueológicos de Boa Viagem e pedir que os alunos anotem questões que eles acharam interessantes sobre os símbolos da arte rupestre. Posteriormente, na sala de aula, debater com os alunos sobre as impressões da visita, buscando compreender os sentidos e formas da arte rupestre presente nos sítios arqueológicos de Boa Viagem.
Referências:
Nascimento, Marcélia Marques do. Grafismos rupestres da região do sertão central do Ceará: análise técnica e estado de conservação. 2002. 96 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2002) – Universidade Estadual do Ceará, 2002. Disponível em: <http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=23680>
ALMEIDA, A. R.; PARENTE, C. V.; ARTHAUD, M. H. Geologia da Folha Boa Viagem: nota explicativa integrada com Quixeramobim e Itatira. UFC/CPRM, 2008. Disponível em: https://rigeo.sgb.gov.br/items/2efeb06d-3861-4683-bf2a-27bdc8ca8b34/full
+ Informações
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