Dança do coco
Histórico:
O município de São Gonçalo do Amarante, situado na Região Metropolitana de Fortaleza, teve sua ocupação iniciada na área onde hoje se localiza o distrito de Siupé, marcada pela presença da Igreja de Nossa Senhora da Soledade, importante símbolo histórico e religioso da formação local. Antes da colonização, o território era habitado por povos indígenas, especialmente os Anacé, que ainda existem e resistem no território. Com a consolidação do aldeamento, surgiram as primeiras moradias e edificações religiosas, contribuindo para a formação do povoado. Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Paracuru, em1868, e apenas em 1921 começou a se chamar São Gonçalo do Amarante.
Com mais de 50 mil habitantes, São Gonçalo do Amarante mantém viva uma rica diversidade de manifestações culturais com festejos juninos, artesanato, dança do toré do povo Anacé, festas religiosas populares, além de importantes edificações históricas que compõem a memória local. Destacam-se também as tradições populares, entre elas a dança de São Gonçalo, os reisados e a dança do coco, está reconhecida como patrimônio cultural em 2025.
Descrição:
A Dança do Coco é uma expressão tradicional do Nordeste, marcada por influências indígenas e africanas. No Ceará, é praticada sobretudo no litoral, historicamente associada aos pescadores. Os principais gêneros da manifestação são o coco dançado e o coco de embolada, com variações que dependem de métrica, instrumentos e coreografia. Consolidada como dança típica da zona costeira, os grupos costumam usar figurinos que remetem à pesca (Farias, 2016).
Situação atual:
A dança do coco em São Gonçalo do Amarante é uma importante expressão da cultura popular presente nas comunidades litorâneas da Taíba e do Pecém. Transmitida entre gerações, reúne música, canto, percussão e dança coletiva, preservando memórias, saberes e a identidade cultural local. Embora reconhecida como patrimônio cultural, a manifestação ainda demanda maior apoio por meio de ações de valorização, divulgação e educação patrimonial, além de políticas de incentivo aos mestres da tradição, como a Mestra Lúcia do grupo Coco de Praia Pequena Aldeia, na Taíba.
Legislação: Lei Municipal 2000/2025 de 26 de maio de 2025.
Como chegar: Empresas que possuem rotas de ônibus para São Gonçalo do Amarante: Expresso Guanabara.
Agenda Cultural: Pode ser acompanhada no instagram @ pequenaaldeia_cocodepraia
Funcionamento: Sem informações.
Contato: @ pequenaaldeia_cocodepraia
Localização: Praia da Taíba, São Gonçalo do Amarante/CE.
Acessibilidade: Não se aplica.
Possibilidades de Educação patrimonial:
- Disciplina/Série Escolar: Educação Física – 3º ao 5º ano Fundamental.
- Objeto de Conhecimento: Danças do Brasil e do mundo Danças de matriz indígena e africana.
- Habilidades: Experimentar, recriar e fruir danças populares do Brasil e do mundo e danças de matriz indígena e africana, valorizando e respeitando os diferentes sentidos e significados dessas danças em suas culturas de origem.
- Tema: A dança do coco em São Gonçalo do Amarante como patrimônio cultural.
- Sugestão de atividades: Promover uma reflexão com os alunos sobre as danças populares e tradicionais presentes em suas vivências e no cotidiano da comunidade. A partir dos relatos e experiências compartilhadas, desenvolver uma pesquisa em grupo sobre as danças populares existentes em São Gonçalo do Amarante, incentivando a socialização dos resultados por meio de apresentações. Ao final, realizar uma discussão sobre a importância da Dança do Coco como patrimônio cultural imaterial do município. Como culminância da atividade, convidar o grupo cultural Coco de Praia Pequena Aldeia para uma apresentação interativa, proporcionando aos alunos uma vivência prática com a tradição.
Referências:
BENEDITO, Igor Mário Rodrigues. O ensino de história no primeiro ano do ensino fundamental: território e patrimônio cultural. 2025. 130 f. Dissertação (Mestrado em História) – Mestrado Profissional em Ensino de História, Centro de Humanidades, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/80570/4/2025_dis_imrbenedito.pdf
FARIAS, CAMILA MOTA. “O COCO TÁ NO SANGUE”: A (RE)INVENÇÃO DE UMA TRADIÇÃO EM FLUXOS DANÇANTES POR MULHERES NO CARIRI – CE (1979-2012). 2016. 194 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2016) – Universidade Estadual do Ceará, , 2016. <http://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84810>
+ Informações
- Praia da Taíba, São Gonçalo do Amarante/CE
- Sem informações
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